FISICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
terça-feira, 14 de abril de 2020
terça-feira, 23 de julho de 2013
ACESSIBILIDADE
Introdução
Pessoas portadoras de deficiências físicas motoras ou com mobili¬dade reduzida eventualmente enfrentam dificuldades relacionadas à falta de acessibilidade às edificações. O desafio de estabelecer o direito das pessoas ao livre movimento começa nas vias públicas e se estende a outros locais, como escolas, hospitais, espaços de lazer ou até às próprias residências. Apesar da existência de leis específicas visando garantir o acesso de todos os cidadãos a quaisquer lugares, nem sempre isso parece ocorrer de maneira satisfatória.
Propomos a seguir um projeto de pesquisa relacionado às dificuldades sen¬tidas pelas pessoas para se movimentar em seus espaços de convivência ou nas vias pelas quais se deslocam. Trata-se de um trabalho com características interdisciplinares a respeito das denominadas barreiras arquitetônicas. Dessa maneira, você trabalhará nesse projeto com condições de restrições ao movi-mento.
OBJETIVOS
O nosso objetivo é primeiramente conscientizar as pessoas da importância do acesso para todos, para que elas também possam ajudar-nos com esse projeto. Mas o nosso principal foco é melhorar a nossa cidade, começando de um pequeno bairro para depois ampliar as nossas expectativas.
Além dessa análise, queremos também algo concreto, que realmente
mude a vida das pessoas com deficiência física como adequar construções e prédios, reformar as instalações já existentes e melhorar a infraestrutura do bairro, integrando essas pessoas à comunidade.
Tipos de deficiência:
• Deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física.
• Deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais.
• Entrada;
• Banheiro;
• Refeitório;
• Salas de aula;
• Sala de informática e multimídia.
• O maior problema encontrado por toda a escola e principalmente na entrada foram as escadas. Por falta de rampas, os deficientes não conseguiriam passar dos portões.
‘ Queremos uma escola para todos. Não basta dizer que não temos estrutura
e ao mesmo tempo não tentarmos mudar nada.’ – João Vitor Viola.
Rampas
• Há uma rampa que poderia ser usada para a entrada de deficientes no local, porém, está em péssimas condições e impossibilitando a passagem.
Augusto Oliveira nos mostrou que realmente não é possível utilizar a rampa.
Banheiro
• Tanto no feminino, como no masculino, os problemas encontrados são os mesmos;
• As pias não possuem tamanhos adequados e os espaços para passagem são estreitas;
• Falta de sanitário adequado para cadeirantes.
‘ Tem dias que não conseguimos entrar no banheiro por causa do cheiro. Pior ainda é saber que nossa escola tem estrutura para melhorar, mas ninguém busca a mudança. ’ – Lívia Garcia.
Refeitório
• Espaço reduzido, dificultando a locomoção dos alunos;
• Outro problema são os pratos jogados pela escola.
‘ Acho desagradável ver pratos que foram usados para comer estando jogados pelo chão da escola’ – Pedro Henrique Orcini.
Soluções propostas por: Brenda Silveira, Eduardo Oliveira, Luiza Helena Caporalli, Natalia Dezo, Vinícius Dalalana.
• Arrumar a rampa e criação de outras;
• Adquirir material didático especial;
• Contratar mais funcionários para limpeza;
• Aumento no tamanho das portas;
• Fechar buracos dentro e fora da escola;
• Adequar os banheiros de acordo com as necessidades do indivíduo;
• Piso para deficiente visual.
domingo, 17 de março de 2013
EXERCÍCIOS FÍSICA E O VESTIBULAR

01-(FB) -Uma bicicleta está se deslocando horizontalmente para o leste com velocidade constante. Pede-se:

a) O selim está em repouso ou em movimento em relação ao pneu?
b) Esboce a trajetória de um ponto do pneu, vista por um observador fixo no solo.
02-(PUC-MG) Uma mulher, caminhando na praia, deseja calcular sua velocidade. Para isso, ele conta o número de passadas que dá em um minuto, contando uma unidade a cada vez que o pé direito toca o solo, e conclui que são 50 passadas por minuto. A seguir, ele mede a distância entre duas posições sucessivas do seu pé direito e encontra o equivalente a seis pés. Sabendo que três pés correspondem a um metro, sua velocidade, suposta constante, é:
a) 3 km/h b) 4,5 km/h c) 6 km/h d) 9 km/h e) 10 km/h
03-(UDESC-SC) Dois caminhões deslocam-se com velocidade uniforme, em sentidos contrários, numa rodovia de mão dupla.

A velocidade do primeiro caminhão e a do segundo, em relação à rodovia, são iguais a 40 km/h e 50 km/h, respectivamente. Um caroneiro, no primeiro caminhão, verificou que o segundo caminhão levou apenas 1,0 s para passar por ele. O comprimento do segundo caminhão e a velocidade dele em relação ao caroneiro mencionado são, respectivamente, iguais a:
a) 25 m e 90 km/h b) 2,8 m e 10 km/h c) 4,0 m e 25 m/s d) 28 m e 10 m/s e) 14 m e 50 km/h
04-(UFPE-PE) Um atleta caminha com uma velocidade de 150 passos por minuto. Se ele percorrer 7,20 km em uma hora, com passos

de mesmo tamanho, qual o comprimento de cada passo?
a) 40,0 cm b) 60,0 cm c) 80,0 cm d) 100 cm e) 120 cm
a) 40,0 cm b) 60,0 cm c) 80,0 cm d) 100 cm e) 120 cm
05-(FGV-SP) Comandada com velocidade constante de 0,4 m/s, a procissão iniciada no ponto indicado da Praça Santa Madalena segue com o Santo sobre o andor por toda a extensão da Av. Vanderli Diagramatelli.

Para garantir a segurança dos devotos, a companhia de trânsito somente liberará o trânsito de uma via adjacente, assim que a última pessoa que segue pela procissão atravesse completamente a via em questão.
Dados: A Av. Vanderli Diagramatelli se estende por mais de oito quarteirões e, devido à distribuição uniforme dos devotos sobre ela, o comprimento total da procissão é sempre 240 m.
Todos os quarteirões são quadrados e têm áreas de 10 000 m2.
A largura de todas as ruas que atravessam a Av. Vanderli Diagramatelli é de 10 m.
Do momento em que a procissão teve seu início até o instante em que será liberado o trânsito pela R. Geralda Boapessoa, decorrerá um intervalo de tempo, em minutos, igual a:
a) 6. b) 8. c) 10. d) 12. e) 15.
06-(FUVEST-SP) Dirigindo-se a uma cidade próxima, por uma auto-estrada plana, um motorista estima seu tempo de viagem, considerando que consiga manter uma velocidade média de 90 km/h. Ao ser surpreendido pela chuva, decide
reduzir sua velocidade média para 60 km/h, permanecendo assim até a chuva parar, quinze minutos mais tarde, quando retoma sua velocidade média inicial.
Essa redução temporária aumenta seu tempo de viagem, com relação à estimativa inicial, em
a) 5 minutos. b) 7,5 minutos. c) 10 minutos. d) 15 minutos. e) 30 minutos.
07-(FUVEST-SP) Diante de uma agencia do INPS há uma fila de aproximadamente 100m de comprimento, ao longo da qual se

distribuem de maneira uniforme 200 pessoas. Aberta a porta, as pessoas entram, durante 30s, com uma velocidade média de 1m/s. Qual o numero de pessoas que entraram na agencia?.
a) 20 pessoas b) 40 pessoas c) 60 pessoas d) 80 pessoas e) 100 pessoas
08-(FISICAEVESTIBULAR) Duas estações espaciais interplanetárias distam entre si de 288.000km. No instante em que uma nave espacial em

movimento retilíneo uniforme com velocidade V passa pela primeira estação, esta envia um sinal luminoso em direção à segunda estação. Quando esse sinal luminoso chega à segunda estação, ele aciona um cronômetro eletrônico que só é desligado quando a nave passa por essa estação, registrando exatamente 1h. Considerando a velocidade da luz como 3.105km/s, a velocidade da nave está mais próxima de:
a) 80,00 km/s b) 80,02 km/s c) 700,01 km/s d) 79,98km/s e) 800,00 km/s
LABORATÓRIO VIRTUAL
ROTEIRO EXPERIMENTAL NO LABORATÓRIO VIRTUAL PHET
RECURSOS DE ENSINO
Tópicos Principais
- Circuitos
- Lâmpadas
- Baterias
- Interruptores
- Amperímetro
- Voltímetro
Alguns Objetivos de Aprendizagem
- Discuta as relações de
eletricidade básica.
- Construa circuitos a partir
de desenhos esquemáticos.
- Use um amperímetro e um
voltímetro para fazer leituras em circuitos.
- Dê razões para explicar as medidas
e as relações nos circuitos.
- Discuta relações básicas de
eletricidade em circuitos em série e em paralelo.
- Forneça razões para explicar
as medidas em circuitos.
- Determine a resistência de
objetos comuns na "Sacola Surpresa".
Iniciar acessando o
site : http://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/circuit-construction-kit-dc-virtual-lab.
Ao
acessar o site citado acima iremos montar alguns circuitos elétricos:
1º
Montar um circuito elétrico em série colocando uma fonte ( bateria ) de 12V,
três resistores R1 = 4 Ω, R2 = 6 Ω e R3 = 8 Ω, amperímetro, disjuntor e em
seguida determine:
a) A corrente elétrica
que percorre cada resistor.
b) A tensão elétrica de
cada resistor.
c) A potncia de r1, r2 e
r3.
2º Montar um circuito em paralelo colocando três
resistores R1= 4Ω, R2 = 6 Ω, R3 = 8 Ω, fonte de 10V, disjuntor e em seguida
determine:
a) Corrente
elétrica inserindo o amperímetro no
circuito; em seguida comprove.
b) A tensão em cada resistor; Justifique.
c) A corrente elétrica
em cada resistor inserindo o amperímetro; em seguida comprove.
3º Montar um circuito
elétrico com fonte, amperímetro,fio, chave e alterando os materiais na seguinte
ordem: dólar, clips, moeda, borracha, mão e cachorro; em seguida:
a) O que foi observado
para os diferentes materiais;
b) Quais grandezas
físicas podem ser citadas nesse circuito?
4º monte um circuito
em série ou em paralelo e em seguida faça a representação utilizando simbologia
do curso de eletricidade; também coloque suas conclusões sobre o circuito.
CURIOSIDADES
BIG BANG
Durante muito tempo, os homens se questionaram sobre como o Universo teria surgido. Aos poucos, foi necessário abandonarmos a ideia de que ocupamos uma posição central no Universo e adotarmos a concepção de que nossa localização no Universo é insignificante.
A teoria do Big Bang considera que as galáxias estão se afastando umas das outras, conforme observado por Edwin Hubble, em 1930. Assim, admite-se que, em um passado distante, em torno de 10 a 15 bilhões de anos atrás, todas as galáxias encontravam-se em um mesmo ponto, a uma temperatura muito alta, que se expandiu no Big Bang.
Hubble
Portanto, embora o nome "Big Bang" nos remeta à ideia de uma espécie de explosão, na verdade, o que ocorreu foi uma expansão, a partir de um estado minúsculo (e muito denso) para o que é hoje. Em outras palavras, a Teoria do Big Bang não tem a finalidade de explicar o que iniciou a criação do Universo, o que existia antes do Big Bang ou até o que existe fora do Universo e, sim, como ele se "transformou" no que hoje chamamos de Universo.
O padre, engenheiro civil e cosmólogo belga Georges-Henri Lemaître foi, muito provavelmente, o primeiro a propor um modelo para o Big Bang, em 1927. Ele imaginou que toda a matéria estivesse concentrada em um ponto, que ele chamou de átomo primordial, e que este átomo havia se partido em muitos pedaços, os quais iam se fragmentando mais e mais, até chegarem aos átomos que conhecemos hoje. A hipótese levantada por Lemaître é a primeira ideia de que teria ocorrido uma fissão nuclear (processo no qual um átomo pesado se fragmenta em núcleos mais leves e estáveis).
Lemaître
Apesar de incorreta, uma vez que a hipótese desenvolvida por Lemaître viola as leis da estrutura da matéria, ela inspirou os modelos modernos de teorias sobre a origem do Universo.
Independemente de Lemaître, o matemático e metereologista russo Alexander Friedmann descobriu toda uma família de soluções para as equações da Teoria da Relatividade Geral (trata-se da teoria da gravidade, descrevendo a gravitação como a ação das massas nas propriedadades do espaço e do tempo, que acaba não só afetando o movimento dos corpos, mas também de outras propriedades físicas).
Mas, então, como funciona a teoria do Big Bang?
Conforme já dito, embora a expressão remeta à uma situação de explosão, a teoria do Big Bang busca explicar o desenvolvimento do Universo a partir do instante imediatamente posterior ao seu surgimento até o que temos conhecimento nos dias atuais.
Assim, a maioria dos estudiosos do assunto concebem o Big Bang como o momento no qual toda a matéria e toda a energia do Universo estavam concentradas em um único ponto, extremamente pequeno, semelhante ao que Lemaître havia proposto. Este ponto teria expandido, arremessando matéria por todo o espaço, fazendo surgir o Universo. Assim, quando falamos em Big Bang, nos referimos à expansão do espaço em si. A figura abaixo ilustra melhor esta situação.
![]()
Ao observarmos o céu à noite, percebemos que as galáxias estão afastadas umas das outras como se o céu fosse "preenchido" por espaços vazios.
No início do Big Bang, toda a matéria, toda a energia e todo o espaço que hoje observamos estavam comprimidos em uma área de volume zero e densidade infinita que, para os cosmólogos, recebe a denominação de singularidade.
Assim, no início do Big Bang, o Universo era muito denso e quente, além de possuir uma energia extremamente grande. Entretanto, expandiu-se muito rapidamente, tornando-se menos denso e resfriando-se.
À medida que sofria expansão, a matéria começou a se formar, ao mesmo tempo que a radiação foi perdendo energia. E, em apenas alguns segundos, o Universo estava formado a partir de uma singularidade que se estendeu pelo espaço.
Após a formação do Universo, surgiram as quatro forças fundamentais da natureza:
Isso significa que, no início do Big Bang, estas quatro teorias eram unificadas. Pouco tempo depois do início do Universo estas teorias se dividiram e passaram a ser como nós as conhecemos hoje.
No entanto, ainda é um enigma para os cientistas saber como estas forças já estiveram unidas. Muitos cientistam ainda persistem trabalhando para desenvolver a Teoria da Grande Unificação (GUT - Grand Unified Theory), que explicaria como isso aconteceu e de que maneira essas forças se relacionam entre si.
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O QUE É ACESSIBILIDADE
O QUE É ACESSIBILIDADE
Produzido por Nena Gonzalez e Sheyla Mattos
O que é acessibilidade
“Acessibilidade são as condições e possibilidades de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de edificações públicas, privadas e particulares, seus espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, proporcionando a maior independência possível e dando ao cidadão deficiente ou àqueles com dificuldade de locomoção, o direito de ir e vir a todos os lugares que necessitar, seja no trabalho, estudo ou lazer, o que ajudará e levará à reinserção na sociedade”.
Este ainda é um grande desafio, uma constante maratona. E além das barreiras físicas presentes existem outras psicossociais que são inerentes às questões da pessoa com deficiência e que necessitam ser removidas: o preconceito, a ignorância e o medo.
A pessoa com deficiência física por lesão medular apresenta perdas ou reduções em sua estrutura física, portanto sua personalidade, seu modo de agir e pensar permanecem os mesmos. Trata-se, portanto, de alguém que se encontra numa situação de grande dependência, sendo o uso da cadeira de rodas referencial fundamental para o seu relacionamento com o meio, com o mundo. É preciso vê-la como participativa, integrada ao meio social, fortalecendo sua adaptação e aptidões e, entender que o que está errado são as edificações,os transportes etc., estes sim são os deficientes.
Combater toda e qualquer forma de preconceito e discriminação é nossa obrigação como cidadão. Essa luta deve ser travada diariamente, em casa, no meio social e no trabalho. A nossa participação nesse processo é fundamental – respeitando as diferenças na construção do direito a cidadania, mas principalmente como atuantes e não meros expectadores.
Depende de nós assegurarmos o direito à igualdade, ao respeito ao próximo, não por imposição, mas por uma consciência de responsabilidade social, por sentirmos que o significado da fraternidade nos eleva enquanto seres humanos, pois somos responsáveis pela qualidade de vida de nossos semelhantes.
Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.
Os Direitos Humanos se aplicam a todos os indivíduos independentemente de sexo, raça, língua, religião ou deficiências, e estão acima de qualquer diferença e condição social. Incluem os direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e de desenvolvimento, sendo definidos em muitos documentos internacionais.
Os direitos civis fundamentais, como o de ir e vir, não existem para a realidade das pessoas com deficiência física. E o que dizer do acesso à justiça, tão necessária se pensarmos que até hoje ela não olhou para a questão. Os direitos sociais, ainda sendo construídos em nosso país, por certo, mas totalmente inexistentes: acesso à saúde, educação, acesso ao trabalho e ao lazer, aspirações legitimas para todo brasileiro, mas da dimensão do sonho para a pessoa com deficiência, só uma minoria os conquista, porque suas necessidades, todas, e não somente as específicas, não foram incorporadas aos direitos de cidadania em nosso país.
Esses direitos básicos, na verdade, que deveriam ser reivindicados diariamente pela sociedade e pelo governo, para todo cidadão, são ainda inalcançáveis para a grande maioria das pessoas brasileiras com deficiência.
Embora a deficiência ainda seja tratada com descaso pela sociedade, já houve grandes avanços. No Brasil, o resultado do CENSO 2000 realizado pelo IBGE mostra que a população brasileira é de 170 milhões de habitantes, dos quais 25 milhões, isto é, 14.5%, são de pessoas com algum tipo de deficiência e sabemos que, 750 mil ( 3%) estão sendo atendidas em programas precariamente subvencionados pelo governo.
Após o Ano Internacional do Deficiente Físico, em 1981, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) reuniu um grupo de pessoas que atuavam na área de atenção a pessoa portadora de deficiência (PPD) e elaboraram a primeira norma técnica. A partir daí houve várias revisões, adequações e outras normas foram criadas.
(Todas as normas técnicas estão disponíveis para compra na sede da ABNT no Rio de Janeiro, Av. Treze de Maio, 28º andar, Centro ou no site: www.abnt.org.br).
É importante conhecer alguns conceitos sobre este tema:
Mobiliário Urbano são todos os objetos , elementos e pequenas construções integrantes da paisagem urbana, de natureza utilitária ou não, implantados mediante autorização do poder público, em espaços públicos e privados São exemplos de mobiliário urbano, telefones públicos, caixas de correios, bancas de jornal, semáforos e outros.
Equipamentos Urbanos são todos os bens públicos e privados, de utilidade pública, destinada a prestação de serviços necessários ao funcionamento da cidade, implantados mediante autorização do poder público, em espaços públicos e privados. São exemplos de equipamento urbano: ginásio de esportes, clubes, escolas, praças, parques, auditórios, estacionamentos e outros.
Acessível é o espaço, edificação, mobiliário ou elemento que possa ser alcançado, visitado ou utilizado por qualquer pessoa, inclusive aquelas com deficiência. A palavra accessível é usada tanto para a acessibilidade física, como na comunicação e sinalização.
Barreira Arquitetônica Ambiental é aquela que causa impedimento da acessibilidade, natural ou resultante de implantações arquitetônicas ou urbanísticas.
Ser acessível é a condição que cumpre um ambiente, espaço ou objeto para ser utilizado por todas as pessoas . Esta condição é um direito universal, pois a referencia a todas as pessoas no plural, se associa a uma realidade essencial: a diversidade característica do ser humano.
Desenho universal é aquele que visa atender à maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população. E tem por base a idéia de produtos e espaços que atendam a toda uma gama de capacidades e habilidades.
A funcionalidade dos espaços oferece um maior grau de independência proporcionando conforto para seus usuários. Na verdade, quem possui deficiência são os meios de transporte, comunicação e edificações em geral. É preciso facilitar o “ir e o vir” com menos transtornos, como mais um ato da vida diária. Portanto, o conceito de acessibilidade é requisito fundamental para Inclusão Social.
Legislação e fiscalização
Foi a partir da Constituição de 1988 é que o ordenamento político passou a prever exaustivamente e detalhadamente vários direitos relativos as PPD’s (saúde, educação, trabalho, assistência social, entre outros). Desde então uma ampliação da quantidade de normas de proteção e de afirmação dos direitos destas pessoas. Surgiram Leis ordinárias, decretos, portarias e instruções normativas em âmbitos, municipais, estaduais e federais.
Entre todas, as de maior relevância são:
Constituição Federal – é o principal instrumento jurídico de defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiências, além de garantir a todos o direito à igualdade, à dignidade, à nãodiscriminação e à educação. A Constituição trata de medidas como o direito à inserção no mercado de trabalho, as reservas de vagas em concursos públicos e a previsão de eliminação de barreiras arquitetônicas.
Lei Federal nº 7853 de 24 de outubro de 1989 - Esta Lei estabelece normas gerais para o exercício da cidadania das PPD e define as responsabilidades do Poder Público. Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para a Integração da PPD – CORDE, Institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos e difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público e define crimes e dá outras providencias.
Lei Federal nº 8.742, de 07 de dezembro de 1993 - Dispõe sobre a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e, nos artigos 20 e 21, estabelece critérios para a concessão do “benefício da prestação continuada que é de um salário mínimo mensal a pessoa com deficiência e ao idoso com 70 anos ou mais e que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção e nem tê-la provida por sua família”.
Lei Federal nº 9.934, de 20 de dezembro de 1994 - Dispõe sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Mantém a divisão do sistema de ensino em regular e especial, admitindo a possibilidade de substituição daquele, regular, pelo especial.
Decreto Federal nº 3298, de 20 de dezembro de 1999 - Regulamenta a Lei 7.853/89, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da PPD, consolida as normas de proteção, e dá outras providências.
Lei Federal n° 10.098, de 19 de dezembro de 2000 - Estabelece requisitos mínimos de acessibilidade que abrangem desde as vias públicas, parques, espaços livres, estacionamentos, reformas e construção de edificações de uso coletivo e privado, conforme os padrões técnicos testados e aprovados na Norma Brasileira 9050/94 - Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiência a edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos e outras normas complementares.
Temos também outras importantes Leis que são encontradas nas Constituições Estaduais e nas Leis Orgânicas dos Municípios.
Na questão da acessibilidade, o principal problema é o cumprimento da legislação de que dispomos, na construção do acesso com dignidade. Dignidade que visa o bem-estar de todos e que facilita a vida de quem por algum motivo tem sua mobilidade reduzida.
Contar com o apoio e vigilância da população é imprescindível na manutenção dos resultados, além é claro, da fiscalização por parte dos órgãos públicos, conscientizando a todos da importância de eliminação das barreiras e, principalmente, de seu cumprimento.Diariamente os deficientes tem seus direitos básicos desrespeitados, pelo não cumprimento e a falta de fiscalização dessas leis.
Atentemos para os locais por onde passamos regularmente com a visão de quem tem dificuldades físicas. Com certeza nos depararemos com situações que sob condições normais não percebemos, mas contemplaremos uma forma de vencer esta batalha quotidiana, que não deve ser de alguns, mas de todos enquanto cidadãos.
A cidade e seus espaços devem servir a todos e não somente a uma parcela da população. Esta deve ser o nosso desafio: a trajetória da caminhada do “ir e vir”, mas principalmente do “viver”.
Barreiras Arquitetônicas e Ambientais
Estes obstáculos que a sociedade constrói no espaço urbano, nos edifícios, nos transportes, nos mobiliários e equipamentos impedem e dificultam a livre circulação de pessoas, sobretudo as pessoas que sofrem alguma incapacidade transitória ou permanente.
Vivemos em uma cidade que não está preparada para receber pessoas com qualquer tipo de deficiência, totalmente inacessível.
Dentre alguns exemplos, podemos citar:
No Meio Urbano, cujas responsabilidades são dos Governos: Federal, Estadual e Municipal:
- calçadas, passeios e calçadões com pavimentação esburacada e desnivelada com canteiros e projeção de vegetação na calçada;
- falta de rampas;
- rampas íngremes;
- escadas com degraus variando na largura e altura, piso escorregadio, falto de corrimão e guarda-corpos;
- estacionamentos sem vagas para PPD’s;
- jardins e praças sem proteção em torno dos troncos de árvores;
- equipamentos mal colocados tais como: telefones, bancas de jornal, caixas de correio, cestos para lixo;
- falta de acesso a hospitais, escolas, bancos, supermercados, cinemas, igrejas, clubes etc; meios-fios altos;
- telefones públicos e caixas de correio altas;
- falta de banheiros públicos;
- falta de sinalização de rampas e passarelas;
- falta de sinalização para as PPD’s;
- falta de sinalização para motorista.
Alguns exemplos de falta de acessibilidade (figuras cedidas por Dr. Fabrício Nigro – IBDD Costa Verde):






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